TERAPIA DE INTEGRAÇÃO PSICOESPIRITUAL – Terapia de Vidas Passadas
Jorge Salum

Jorge Salum

26/02/2024

26/02/2024

curso Terapia de Integração

TERAPIA DE INTEGRAÇÃO PSICOESPIRITUAL
Terapia de Vidas Passadas,  Terapia Espiritual e outras abordagens multidimensionais

Como surgiu

O ano de 1993, foi fundamental para o meu direcionamento profissional como Terapeuta de Vidas Passadas. Eu já atuava profissionalmente em sessões individuais de Massagem e de Terapia Floral – Florais de Bach e fiz uma formação em Reiki, que acabou sendo o catalizador deste caminho.

Depois de um ano e pouco de prática de Reiki, quando eu aplicava esta técnica oriental de imposição de mãos, algumas clientes começaram a relatar determinadas visões e vivências que, eu e algumas delas, caracterizamos como experiências de vidas passadas.

Decido aqui relatar as pessoas que em atendo em consultório no gênero feminino, porque, embora eu atendo, também, homens nas sessões terapêuticas, posso afirmar que noventa por cento das pessoas que buscam meus atendimentos foram e são do sexo feminino.

Considero importante salientar que, embora eu não seja espírita e minha família tivesse uma formação católica não-praticante, minha mãe foi e, ainda, é, com quase noventa anos, uma grande consumidora de livros espiritualistas das mais diversas linhas e abordagens. Como consequência, eu herdei o gosto pela leitura dela e cresci lendo livros sobre os mais variados temas esotéricos, místicos, espiritualistas e religiosos que ia encontrando pela casa. Somando-se este fato à influência de suas crenças espiritualistas durante o meu crescimento, sem dogmas ou pregações, fizeram com que eu sempre me sentisse a vontade diante da possibilidade da reencarnação e considerasse natural a existência de vidas passadas.

Durante as experiências espontâneas que algumas clientes vivenciavam enquanto estavam sendo submetidas as sessões de Reiki, surgiam memórias de situações de vidas passadas relacionadas a medos, frustrações, abusos, perdas afetivas, mortes traumáticas, entre outras.

Como eu não tinha uma formação específica para lidar com que se manifestava e não conhecia ninguém que tivesse que pudesse me orientar, comecei a intervir e conduzir estas experiências segundo a minha intuição e constatei que houveram melhoras significativas de algumas clientes na superação de medos, de alguns tipos d, dores emocionais e outros estados que criavam desconforto e limitações em suas vidas.

Eu tinha muita necessidade de compreender melhor aquelas experiências e de adquirir conhecimentos de como melhor aproveitá-las. Então, comecei a buscar e a ler todos os livros que encontrava sobre o assunto, entre eles, três me ajudaram muito e são: Muitas Vidas, Muitos Mestres do médico americano Dr. Brian Wess, Recordando Vidas Passadas da psicóloga americana Dra. Ellen Wambach e Você Já Viveu Antes da, também, psicóloga americana Dra. Edite Fiore.

Nesta época, houve a feliz coincidência do Dr. Brian Weiss, que mais tarde, tive a oportunidade de participar de um workshop ministrado por ele, ter lançado aqui no Brasil, vários outros livros, que se tornaram “best sellers”, descrevendo as experiências e os benefícios que os seus pacientes obtiveram com esta abordagem terapêutica.

Estes livros não me proporcionaram as informações técnicas que eu buscava de como melhor ajudar as minhas clientes com as vivências espontâneas de vidas passadas que elas experimentavam, mas me ofereceram um outro tipo de apoio que foi fundamental para mim nesta época. A grande contribuição destes autores, doutores em suas áreas de atuação e reconhecidos profissionalmente, foi descreverem em seus livros experiências semelhantes às quais minhas clientes relatavam, somadas aos relatos de superação de estados mentais e emocionais negativos e os benefícios que seus pacientes obtiveram com esta abordagem terapêutica. Porque, apesar da minha intuição me instigar a me aprofundar nestas experiências e de constatar resultados positivos em minhas clientes, muitas vezes duvidei e até mesmo desejei desistir de levar em consideração as vivências por elas relatadas. Cheguei a considerar que estas experiências se tratavam de fantasias ou que elas poderiam estar inventando e que eu poderia estar perdendo tempo em me dedicar a explorar estas vivências. Então, estes livros me trouxeram uma segurança maior neste caminho profissional que eu trilhava, renovaram a minha motivação e me proporcionaram o vigor que eu necessitava para continuar com esta abordagem.

Porém, eu ainda necessitava de um outro tipo de segurança, pois apresentava muitas dúvidas na minha capacidade de lidar com esta abordagem e me questionava o quão perigoso poderia ser aprofundar estas experiências com minhas clientes sem os conhecimentos adequados. Eu sentia uma grande necessidade de informação técnica para aproveitar da melhor maneira possível estas vivências.

Apesar de todas as minhas dúvidas e inseguranças, sempre que alguma cliente manifestava vivências espontâneas de vidas passadas durante a aplicação do Reiki, continuava ajudando com os conhecimentos que tinha e seguindo a minha intuição.

No ano de 1996, outro marco importante relacionado a este processo terapêutico aconteceu. Encontrei uma formação em Terapia de Regressão de Memória e Terapia de Vidas Passadas na Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa em São Paulo, já citada acima, de duração de um ano, com aulas um final de semana por mês. Comecei, então, me deslocar para São Paulo mensalmente, sempre com muitas expectativas diante de cada final de semana de aula, pois finalmente estava aprendendo aquilo que almejava há uns dois anos. Após cada final de semana de curso, retornava para Curitiba com uma grande satisfação interior e uma certa ansiedade em colocar em prática o que eu aprendia no curso. Esta formação me proporcionou conhecimento técnico adequado para que eu pudesse fazer meus atendimentos com a Terapia de Vidas Passadas com confiança e, como consequências obtive mais sucesso ajudando minhas clientes na superação de suas dificuldades e desconfortos através desta abordagem. Através desta formação conheci livros mais técnicos, com os quais, também, aprendi muito. Porém, agora, não me colocava mais a mercê das vivências que brotavam espontaneamente através da aplicação do Reiki. Na verdade, com o curso de formação aprendi abordagens, com as quais é possível, à partir das queixas e desconfortos dos clientes, conduzi-los às causas originais que se encontravam em vidas anteriores. Desta maneira, me encontrava muito satisfeito com o meu trabalho, o qual expandiu muito, pois recebia clientes que eram indicadas pelas clientes que passaram pelo processo e haviam superados suas dificuldades.

Porém, novas experiências espontâneas e inusitadas começaram a surgir durante a minha prática com a terapia de vidas passadas.  Não consigo precisar o ano quando isso iniciou, mas comecei a me deparar com situações nunca mencionadas no meu curso de formação, nem nos livros que havia lido. Algumas clientes durante a sessão de regressão, eventualmente, começaram a me relatar a presença de determinadas pessoas junto com elas. Suspeitando que estas presenças seriam almas de pessoas desencarnadas, que se encontravam próximas a elas, comecei intuitivamente, a explorar a conexão destes seres com elas. Em minhas explorações descobri que estes seres eram, realmente, almas de pessoas desencarnadas que se sentiram prejudicadas por elas em vidas anteriores. Na encarnação atual, a alma destas pessoas se encontrava junto delas, e motivadas pelo desejo de vingança, conseguiam potencializar os estados mentais e emocionais negativos de minhas clientes, proporcionar determinados desconfortos físicos e, até mesmo, influenciá-las com  pensamentos negativos.

Diante desta descoberta, administrei estas situações conforme minha intuição me guiava, mas busquei, também, informações em livros e com outros profissionais. Não encontrei nenhum profissional que pudesse me ajudar, mas encontrei alguns livros da doutrina Espírita que me trouxeram algum esclarecimento, porém um livro que me deu informações que me foram um pouco mais úteis foi o livro chamado Possessão Espiritual da psicóloga americana Dra. Edite Fiore, a mesma que me ajudou, anteriormente, com outro de seus livros, que eu descrevi acima. Mais uma vez o aval desta uma psicóloga americana, doutora em sua área e reconhecida profissionalmente, foi importante para mim. Ela relata no livre experiências nas quais encontrou, também, almas de seres desencarnados que se encontravam junto de seus clientes interferindo negativamente na vida deles. No livro ela não esclarece os procedimentos técnicos de como lidar com estas situações, mas a leitura deste livro me trouxe segurança para me aprofundar nesta nova fase que eu estava entrando.

Durante alguns anos, através da intuição me aprimorei nesta nova abordagem e aprendi a desconectar estes seres desencarnados de minhas clientes, assim como encaminhá-los para o plano espiritual superior para dar continuidade a sua evolução, se este for o desejo deles. Aprendi, também, o que são trabalhos de magia, o que são maldições pessoais e familiares e vários outros aspectos espirituais que, também, interferem na saúde e bem-estar físico, psicológico e espiritual dos seres humanos. Desenvolvi recursos que ajudam a libertar minhas clientes destes tipos de interferência espiritual negativas. Porém, passei por algumas fases bem difíceis, nas quais muitas vezes cogitei abandonar esta nova abordagem. Muitas vezes me senti atacado espiritualmente pelos espíritos de perturbavam minhas clientes. Alguns destes espíritos tinham consciência que eu estava ajudando-as e tentavam me atacar energeticamente me proporcionando desconfortos emocionais, mentais e até mesmo físicos como dores de cabeça ou em outras partes do corpo. Com a experiência, aprendi a me proteger deste tipo de assédio espiritual e chamei esta nova abordagem como Terapia Espiritual.

“A Medicina Oficial se abre para a Questão Espiritual”

No ano de 2011 eu encontrei um artigo na internet que me proporcionou apoio científico e aumentou, ainda mais a minha segurança nesta abordagem terapêutica que eu vinha desenvolvendo. Trata-se de um artigo intitulado “A Medicina Oficial se abre para a Questão Espiritual” do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, CRM nº 62.05, formado e mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador em Neurociências, professor e coordenador da Disciplina Medicina e Espiritualidade da Faculdade de Medicina da USP. Segue o link do artigo:    https://www.espiritualidades.com.br/Artigos/O_autores/OLIVEIRA_Sergio_Felipe_tit_Medicina_Oficial_questao_espiritual-A.htm#topo

É interessante destacar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1998 incluiu o bem-estar espiritual na definição da saúde e ela ficou conceituada como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual.

A OMS desenvolveu o CID (Classificação Internacional de Doenças) que é um sistema de códigos criado e utilizado no mundo todo para classificar as doenças e padronizar a linguagem entre os médicos. Trata-se de um sistema classificatório utilizado para pesquisa que é periodicamente revisado e representa um consenso entre os profissionais da medicina e que atualmente se encontra em sua 10ª edição.

Neste artigo o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira informa que a interferência de espíritos desencarnados, a obsessão espiritual, passou a ser reconhecida pela medicina em 1989, através do CID 10, item F.44.3 que define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.

Desta maneira, a alucinação poderia ocorrer tanto nos transtornos mentais psiquiátricos, que corresponde a uma doença, conhecida popularmente como loucura, assim como, na interferência de um espírito desencarnado, que caracteriza obsessão espiritual.

Neste artigo, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, também, relata que ele desenvolve pesquisas com pacientes segundo a ótica bio-psico-sócio-espiritual na Faculdade de Medicina na Universidade de São Paulo.

Destaco que a incorporação do CID 10, o trabalho do Dr. Sérgio e muitos outros que tem sido desenvolvidos pelo mundo, através de pesquisa científica pela a Medicina oficial, que podemos encontrar com muito mais facilidade hoje, são de extrema importância, pois percebe-se no cenário mundial que através destas pesquisas cada vez mais a Medicina se aproxima da espiritualidade.

Como funciona a Terapia de Integração Psicoespiritual

Com o passar dos anos, através da prática diária das sessões com minhas clientes, criei uma abordagem terapêutica diferenciada das quais já conhecia, a qual intitulei de Terapia de Integração Psicoespiritual que une a Terapia de Vidas Passadas, a Terapia Espiritual e outras abordagens multidimensionais.   Neste período já ajudei milhares de pessoas com esta abordagem terapêutica e desde o ano dois mil já ensinei esta abordagem para mais de 600 alunos que hoje atuam profissionalmente proporcionando saúde e bem-estar físico, mental, emocional e espiritual para muitas pessoas.

Esta abordagem terapêutica busca, através do transe hipnótico consciente, expandir a consciência do cliente para localizar no seu inconsciente experiências passadas que ficaram mal resolvidas. Estas experiências podem se encontrar na infância, no nascimento, na vida intrauterina, em vidas passadas ou, até mesmo, no espaço entre as encarnações.

Estas experiências mal resolvidas, que se encontram no inconsciente, podem se revelar na presente encarnação através de traumas, bloqueios, crenças limitantes, comportamentos negativos e outras condições que criam dificuldades e sofrimento na vida atual.

Após estes conteúdos serem localizados e trazidos para a consciência, através de procedimentos específicos, eles podem ser compreendidos e ressignificados. Como consequência, o cliente pode se libertar da condição que antes o limitava.

Indicações

A Terapia de Integração Psicoespiritual pode ajudar na melhora ou na remissão total de diversos distúrbios, que podem estar associados à memórias traumáticas, crenças limitantes adquiridas em vidas passadas ou pela interferência espiritual, entre eles:

– Traumas e bloqueios em geral;
– Ansiedade, preocupações constantes, fobias, pânico;
– Depressão, angústia, apatia, melancolia;
– Ciúmes, possessividade, carência afetiva, medo da solidão, da rejeição, do abandono;
– Timidez, inibições, culpa, autoestima baixa, insegurança;
– Distúrbios relacionados a sexualidade: bloqueios, abusos, traumas;
– Distúrbios de sono: insônia, pesadelos frequentes
– Distúrbios de alimentação;
– Compulsões, emoções descontroladas, comportamentos destrutivos e autodestrutivos, tendências suicidas;
– Distúrbios de comportamento;
– Dificuldades de relacionamento: familiar, conjugal, social, profissional.
– Distúrbios relacionados à mediunidade e sensibilidade espiritual.
– Tensões corporais crônicas, distúrbios relacionados a tensão pré-menstrual, doenças de origem psicossomática, dores e problemas sem possibilidade de diagnóstico médico;

Contraindicações

Esta abordagem terapêutica não é indicada para grávidas,pessoas que sofrem de distúrbios psiquiátricos que as impedem de distinguir a experiência interior subjetiva da realidade externa, ou seja quando existe uma desconexão com o mundo real, assim como, pessoas mentalmente incapacitadas ou que não possam estabelecer uma boa comunicação com o terapeuta.

Não poderão se beneficiar desta abordagem terapêutica mulheres na gravidez, doentes cardíacos graves, pessoas que têm histórico de epilepsia ou aquelas extremamente debilitadas por doenças, para as quais exista recomendação médica para evitar o stress e as emoções fortes.

Não devem passar por uma sessão terapêutica pessoas que estão sob a influência de algum tipo de droga ou álcool.

Condições favoráveis para ser beneficiado por esta abordagem terapêutica

Uma das condições imprescindíveis para que o cliente possa receber ajuda através desta abordagem é um grau de maturidade que permita ele ter consciência da sua dificuldade, assim como possuir o desejo de superá-la.

O cliente ideal é aquele que acredita que possui uma alma que busca aprender e evoluir através de várias encarnações em corpos físicos diferentes. Embora, já pude ajudar, com esta abordagem, pessoas que acreditam que as experiências afloradas de seu inconsciente durante as sessões não fazem parte de suas vidas passadas, mas sim da vida de seus antepassados. Estas pessoas acreditam que a memória dos seus antepassados pode estar contidas em suas células e que estas memórias podem influenciar a vida deles.

Postulados espirituais desta abordagem

A Terapia de Integração Psicoespiritual é uma abordagem terapêutica que, embora não esteja vinculada a nenhuma religião, pois não segue nenhum tipo de dogma, existem alguns princípios e leis espirituais que norteiam todo o trabalho. Abaixo segue alguns destes princípios:

Somos seres espirituais em busca de aperfeiçoamento e evolução. Este ser espiritual, que pode ser chamado, também, de alma, necessita estar num corpo físico para obter os aprendizados que possibilitam desenvolver as virtudes necessárias para a sua evolução.

Uma analogia que pode ajudar a facilitar a compreensão, é a da alma como um estudante que está fazendo o seu mestrado numa grande universidade que é o planeta Terra. Para que ela possa frequentar a universidade, necessita de um corpo físico. O corpo físico é um material escolar indispensável cada vez que se inicia um novo ano letivo. Quando acaba o ano letivo, a alma deixa o corpo físico e retorna para o plano espiritual para fazer a avaliação deste ano letivo e dar continuidade à sua evolução.

O sistema didático-pedagógico de aprendizagem deste processo evolutivo no planeta Terra é através do acerto e do erro e da lei de causa e efeito, chamada pelos orientais de carma. Ou seja, todas as nossas ações de corpo, fala, pensamentos e sentimentos são causas e todas as nossas experiências são os seus efeitos. Nós aprendemos através dos nossos erros, por exemplo, sempre que prejudicamos alguém, para que possamos compreender como nosso ato foi prejudicial àquela pessoa, numa vida posterior, iremos atrair uma situação na qual alguém, na maioria das vezes a própria alma da pessoa por nós prejudicada, em um outro corpo, vai nos prejudicar de maneira semelhante. Esta maneira podemos compreender as consequências de determinados tipos de atitudes, desenvolver a empatia e atitudes mais fraternas nos nossos relacionamentos.

Diante disso, podemos afirmar quem nós somos hoje é a expressão do nosso melhor através de todas encarnação que já vivenciamos. Em vidas anteriores já passamos por experiências, nas quais matamos, torturamos, rejeitamos, roubamos, enganamos, abandonamos e causamos uma série de prejuízos e sofrimentos para outras pessoas. A espiritualidade não nos julga, nem nos critica pelos nossos erros, porque ela sabe que nós estamos aprendendo, assim como, nós não julgamos ou criticamos as crianças que estão aprendendo a andar quando elas tropeçam.

A alma, através deste processo, busca realizar o seu “mestrado”. Atingir a maestria em alguns aspectos no plano da matéria e, consequentemente, evoluir espiritualmente. Depois que ela tiver obtido o grau de Mestre não haverá mais necessidade de frequentar a universidade no planeta Terra. Ela poderá continuar o seu desenvolvimento orientando e auxiliando os “mestrandos” do plano físico a partir do plano espiritual, através de denominações por nós conhecidas como Mestre, Orientador, Mentor, Guia e outras, ou, ainda, fazer o doutorado em outras universidades em outros planos da existência.

Toda vez que a alma deixa de ter um corpo físico, de acordo com o desenvolvimento de sua consciência, vai ser recebida por um “espírito de luz”, um anjo, um mentor ou um parente que habita o plano espiritual superior. Ela é, então, conduzida para determinados lugares no plano espiritual onde, num primeiro momento, vai receber assistência de outras almas e orientadores que a ajudarão na transição e na adaptação para este novo estado de consciência. Esta assistência objetiva a estabilização dos estados mentais e emocionais que estiverem em desarmonia, em consequência das experiências da última existência e da própria morte. Desta maneira ela obtém alívio de dores, temores ou desconfortos físicos e emocionais, aos quais ela possa estar apegada.

Depois que a alma é consolada, revitalizada e adaptada ao plano espiritual, com o auxílio de mestres e orientadores, faz uma avaliação da última existência no corpo físico. Neste momento ela tem acesso às informações relativas ao planejamento que fez antes de encarnar pela última vez, assim como informações sobre vidas anteriores. O objetivo é avaliar o desempenho na última encarnação. É feito um “inventário” daquela existência. A alma avalia o que aprendeu, toma consciência das partes do aprendizado que teve maior dificuldade, dos objetivos que conseguiu ou não atingir e do que necessita, ainda, desenvolver ou aperfeiçoar. Com base nisto tudo, e com a orientação destes conselheiros, é elaborado o projeto de uma próxima existência no plano físico prosseguindo, assim, no seu aprendizado evolucional. Neste novo projeto a alma escolhe o sexo que irá ter na próxima encarnação, a orientação sexual, a raça, os pais, os familiares, as condições sócios econômicas e todas as outras condições que vão criar os desafios necessários para o seu aprendizado. E, então, parte para um novo ano letivo, uma nova encarnação no planeta Terra.

Contudo, algumas almas quando deixam o corpo físico possuem dificuldade de dar continuidade à sua evolução no nível espiritual superior. Estas almas ficam estagnadas em sua evolução, vivendo em um plano espiritual inferior, também chamado de plano astral inferior ou umbral, na maior parte das vezes próximas de pessoas encarnadas onde, consciente ou inconscientemente, sobrevivem da vitalidade destas, interferindo no estado de ânimo, nos pensamentos, nos sentimentos e na vida delas.

A esta interferência espiritual da alma que estacionou em sua evolução espiritual e que pode causar uma diversidade de distúrbios físicos e psicológicos à pessoa encarnada podemos chamar de Interferência Espiritual, Assédio Espiritual, Obsessão Espiritual ou, ainda, Stress Espiritual. Dentro das mais variadas culturas, estas almas que ficam presas no plano espiritual inferior próximo das pessoas encarnadas, recebem os mais diferentes nomes: personalidade intrusa, espírito obsessor, agente teta, alma penada, demônio, fantasma ou o popularmente conhecido “encosto”.

Existem muitos motivos, dos mais simples aos mais complexos, que podem fazer uma alma não dar continuidade no seu desenvolvimento espiritual e ficar próxima do plano material.

Algumas almas possuem dificuldades em desapegarem-se de seres com os quais possuem uma forte ligação afetiva: pais, filhos, netos, cônjuges ou amigos. Algumas são motivadas pela saudade, outras pelo desejo de ajudá-los, protegê-los e até mesmo pelo sentimento de culpa por algum ato cometido. Há, também, aquelas almas que acreditam que sabem o que é melhor para os entes queridos que ficaram e querem controlar a vida destes. Assim como, há outras que são extremamente possessivas e apegadas aos seus bens materiais.

Os desafetos também podem ser o motivo que mantem uma alma presa a uma determinada pessoa ou família com o objetivo de vingança.

Almas apegadas a algum tipo de vício: bebida, droga, comida, sexo ou outro, tendem a ligarem-se às pessoas que comunguem das mesmas afinidades para que possam continuar desfrutando dos prazeres terrenos.

Pessoas que ignoram o processo espiritual da vida, que possuem crenças religiosas equivocadas, que temem ir para o “inferno”, que tiraram a própria vida, que sofrem morte brusca em idade jovem, que morrem com sentimentos de revolta e desejo de destruição, que sofrem de sentimento de solidão ou de desproteção, que não aceitam a morte física, que não possuem consciência da morte do corpo físico e muitos outros, formam uma legião de almas que vagueiam sem discernimento pelo plano espiritual inferior do planeta, pelas ruas e pelas nossas casas. Estas almas podem interagir conosco sejam através de assédios ocasionais ou contínuos.

Há, ainda, e estas são a maioria que eu encontro nas sessões terapêuticas, almas que tentam interferir na nossa vida atual por motivos cármicos, ou seja, seres que nós prejudicamos no passado ou que se sentem por nós prejudicados em vidas anteriores, quando habitávamos outros corpos físicos. São as almas destas pessoas, estagnadas em seu desenvolvimento evolucional e imbuídas do sentimento de vingança, que hoje tentam nos prejudicar e nos fazer sentir a dor que elas sofrem. Estas almas tentam interferir na nossa saúde, no nosso bem-estar, nos nossos relacionamentos, no nosso trabalho, enfim em todas as áreas da nossa vida. Podem tentar criar dificuldades e conflitos na nossa vida afetiva, no nosso desenvolvimento profissional, pessoal ou espiritual.

Existem, também, os espíritos obsessores direcionados. Estes são “mandados” por pessoas encarnadas que utilizam da sua mediunidade  fazendo pactos com espíritos desencarnados que vivem no plano astral inferior com o objetivo de prejudicar pessoas no plano físico. São os conhecidos “trabalhos de magia” para a “amarração” de pessoas, para destruir os inimigos, para o “amor”, o sucesso, a vida profissional, enfim, com o objetivo de interferir no livre-arbítrio e obter poder sobre alguém ou sobre algum aspecto da vida desta pessoa. Fazer estes pactos e interferir no livre-arbítrio de outras pessoas é um engano muito grande que possui consequências catastróficas. Estas consequências são, tanto para a alma da pessoa que pede para o “trabalho” ser feito, quanto para a alma de quem o faz o contrato com os espíritos desencarnados do plano espiritual inferior. A alma de todos eles tendem a ficar comprometidas em condições cármicas extremamente negativas durante muitas encarnações e sofrem prejuízos muito difíceis e profundos no seu desenvolvimento espiritual.

A interferência de espíritos desencarnados pode expressar-se de diferentes maneiras e em diversos momentos de nossa existência. Todos nós, em maior ou menor grau, conscientes ou não, acreditando ou não, somos vigiados e assediados por espíritos obsessores. Minha experiência como terapeuta fortalecendo pessoas e auxiliando-as a se libertarem de espíritos obsessores me fez compreender que a interferência deles na nossa vida é muito maior do que eu acreditava inicialmente.

O objetivo deles nos assediarem podem ser vários como já foi colocado e o acesso acontece, principalmente, através dos nossos pensamentos e sentimentos, pois conseguindo dominar estas áreas eles conseguem o poder de manipular as nossas ações e, também, de se apropriar indevidamente da nossa energia.

Em alguns momentos podemos nos dar conta de que algumas ações e pensamentos mais íntimos não pertencem à nossa personalidade e à nossa verdadeira essência. Podemos em determinadas ocasiões nos perguntar indignados: “Por que será que pensei ou fiz tal barbaridade? Esse não sou eu!  Eu não sou assim! Como pude fazer ou pensar tal coisa?”

É possível observar em outras pessoas comportamentos que sabemos que não são típicos delas e, então, podemos falar ou pensar: “Você, às vezes, parece outra pessoa”. Principalmente se isto acontece se a pessoa tiver bebido demais, sob a influência de alguma droga, na TPM ou num período de stress agudo.

São comuns os comportamentos descontrolados, impulsivos, normalmente seguidos de arrependimento. Rápidas oscilações do estado de espírito. Crises de raiva e descontrole agressivo. Pensamentos negativos persistentes com o objetivo de tirar a própria vida ou de prejudicar outras pessoas. Pensamentos obsessivos em geral, os quais não possuímos o domínio de acalmá-los ou extirpá-los da mente.

Pessoas que possuem qualquer tipo de vício sabem da dificuldade com relação ao controle: “Já estou com outro copo na mão e nem queria beber”. Sabem da angústia e do desespero, que parecem insuportáveis, os quais só aliviam quando eles cedem ao vício, assim como sabem, também, do arrependimento que se segue.

Há pessoas assediadas espiritualmente que sofrem de cansaço e exaustão frequentes, de depressões crônicas ou cíclicas, crises de angústia, de intensa ansiedade e de choros descontrolados, sendo que estes sintomas normalmente não apresentam uma causa conhecida ou justificável.

Em outras pessoas, a consequência da interferência espiritual pode apresentar-se através da potencialização de doenças e sintomas físicos crônicos ou agudos, sem causa aparente, tais como dores musculares, enxaquecas, TPM, obesidade, alergias, alterações na pressão arterial, distúrbios alimentares ou sexuais, tonturas, enjoos ou outros, os quais não possuem um diagnóstico médico justificável.

Algumas pessoas sofrem a interferência de espíritos através de apreensões e medos sem motivo específico, crises de pânico, medo de escuro, medo de ficar sozinho, insônia, medo de dormir, pesadelos frequentes, dificuldade de concentração, lapsos de memória, enquanto outras, que possuem maior sensibilidade, acham que estão enlouquecendo porque ouvem vozes, aparece em suas mentes imagens de rostos de pessoas ou imagens monstruosas, veem vultos ou pessoas falecidas, sentem cheiros desagradáveis, sentem-se observadas e acompanhadas de “presenças” ou, ainda, passam mal em determinados lugares ou na presença de determinadas pessoas.

Este grupo de pessoas que possuem muita mediunidade e sensibilidade espiritual, dentro da medicina e psiquiatria tradicional são as mais incompreendidas. Pois são elas possuem uma abertura maior para receberem o assédio de “espíritos desencarnados”. A mediunidade trás consigo um aprendizado cármico. Geralmente estas pessoas em outras vidas utilizaram o “poder espiritual” de uma forma inadequada e nesta vida elas, além de vivenciarem as consequências de atos passados, ao mesmo tempo estão aprendendo a dominar esta sensibilidade e utilizar este poder em benefício próprio e de outras pessoas.

Existem pessoas que sofrem o assédio espiritual quando dormem e o seu espírito deixa o corpo físico. Este assédio pode se revelar em forma de pesadelos horríveis, sonhos de perseguição, de tortura, de morte e outros.

Há casos difíceis de identificar a existência de uma interferência espiritual principalmente quando o espírito obsessor acompanha a pessoa desde o nascimento ou a infância, pois os dois “crescem juntos”, as características da personalidade deste espírito e as características da personalidade da pessoa misturam-se e a própria pessoa se identifica com as características do espírito obsessor.

É interessante observar que os espíritos obsessores que acompanham uma determinada pessoa por muito tempo, e que estão numa “zona de conforto” enquanto esta se encontra sobre o “domínio” deles, tendem a dificultar esta pessoa de se aproximar de terapeutas, de centros espíritas, de qualquer lugar ou pessoa que possa fortalecê-la ou ajudá-la a se libertar deles. Alguns destes seres desencarnados se mostram muito inteligentes, exercendo um certo domínio sobre os pontos fracos dos clientes e, conforme eles mesmos relatam, no dia da consulta eles tendem a passar mal, podendo sofrer desconfortos físicos ou emocionais tais como, dores, angústias, muito sono, exaustão, depressão, irritação extrema ou outros. Há clientes que narram que possuem dificuldade de chegar ao consultório porque se “perdem” ou porque acontecem “atrapalhos”, conflitos familiares ou profissionais. Outros recebem influências no nível mental através de induções de pensamentos de medo, insegurança e de dúvidas com relação ao tratamento ou com relação a minha própria pessoa induzindo elas acreditarem que este tipo de tratamento é “besteira”, que eu estou as enganando ou não tenho boas intenções.

Considerações importantes

Gostaria que ficasse bem claro que nem tudo de negativo que sofremos, sentimos ou que acontece na nossa vida é obra da interferência espiritual desses espíritos.  Temos que desenvolver autoconsciência e autoconhecimento necessários para discernir que muitas vezes somos vítimas da nossa própria negatividade e incapacidade de administrar os nossos relacionamentos, os eventos e a nossa vida em geral.

Considero muito importante salientar que, por maiores que sejam os sofrimentos e prejuízos que este tipo de interferência espiritual possa estar causando na vida de uma pessoa, não podemos considerar ninguém uma vítima injustiçada e indefesa diante destes espíritos. Sempre podemos encontrar uma explicação cármica para estas interferências espirituais negativas. Através desta abordagem terapêutica, ao acessar as vidas anteriores da pessoa que hoje sofre o assédio espiritual, é possível trazer para consciência dela as atitudes e decisões que ela tomou em vidas anteriores que causaram dores e limitações para estas almas que hoje estão interferindo espiritualmente de forma negativa na vida dela. Trata-se da compreensão e sedimentação do aprendizado cármico. E esta, é uma etapa importante do processo de cura, ressignificação e libertação destes laços cármicos.

Outra questão importante a destacar é que somos nós que permitimos a atuação destes espíritos obsessores através de aspectos de nossa personalidade que necessitamos aprimorar: fraquezas, hábitos negativos, vícios, falhas de caráter, padrões de pensamentos e sentimentos negativos e outras tendências inadequadas que nos colocam em frequências vibracionais mais baixas, nas quais eles facilmente conseguem nos acessar, nos manipular e nos drenar energeticamente.

Os espíritos obsessores alimentam-se da energia sutil de nossos pensamentos e sentimentos negativos, assim como podem estimulá-los para obter poder sobre nós. Eles aproveitam nossos momentos de fraqueza, stress, autocomiseração, desânimo, irritação, desilusão, mágoa, tristeza, raiva, insegurança, desesperança, medo, culpa e outros, de nossos hábitos e vícios, das tendências destrutivas e autodestrutivas de nossa personalidade, do orgulho, da avareza, da ambição, do egoísmo, da inveja, do egocentrismo, da intriga, da malícia, da impaciência, da intolerância, da vaidade, da insegurança, da mentira, do fanatismo, da covardia, da possessividade, da crueldade, da paixão. Enfim, eles se apoiam nos pontos fracos de nossa personalidade e suas infinitas facetas.

Se nós focarmos na premissa inicial colocada, na qual somos somos seres espirituais que estamos aqui para aprender e evoluir espiritualmente, a medida que vamos aprendendo com nossas experiências, desenvolvendo virtudes, nos tornando pessoas melhores e evoluindo espiritualmente, vamos deixando de permitir a interferência destes espíritos em nossa vida.

 

 

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